Uma coisa estranha
2º dia : Quarta-feira 12/12/2012
Mesmo sem conhecer o resultado do RX, que não chegara ao computador da médica Silvana, ainda não me preocupara tanto. "Problema" - disse o radiologista. Mas que tipo de problema poderia ser? Meu pulmão de não fumante, virgem!? Nem pensar!
Como na véspera, eu, (contra a vontade do Nelson que queria me levar a um hospital particular) teimara de ir ao Pronto Atendimento do Hospital das Clínicas, onde ficamos por 6 horas entre espera e atendimento, pega senha, calorão, espera, espera, espera, triagem, calorão, espera, espera, espera, atendimento, calorão, encaminhamento para a Radiologia dentro do PS Geral, calorão, calorão, calorão, espera, espera, espera, RX do tórax, calorão, voltando para o consultório da médica, espera, espera, espera, atendida... e ainda por cima ter saído de lá como entrei, na mesma, sem o resultado, o Nelson, irritado, disse que "não voltaríamos mais lá (que aquilo era a antecâmara do inferno e que lá dentro do PS propriamente dito, certamente o
próprio inferno - CALORÃO e tudo) ) e pronto! Assunto encerrado!"
Inferno de Dante
Para não contrariá-lo aceitei consultar um segundo médico, coisa difícil na época antes das Festas de fim de ano.
A cabeça da gente fica meio confusa, sem saber o que está errado em nosso corpo ou o que pensar, a quem consultar, qual especialidade médica cabível procurar, onde encontrar um médico competente no mês de Dezembro, que nos oriente e nos encaminhe direitinho.
Tive a ideia de utilizar meu convênio de professora - o Centro do Professorado Paulista e lá fomos nós, recebidos gentilmente pelo Dr. Eurico, clínico, que me examinou, pediu exames de sangue, recomendando que voltasse com os resultados.
Saindo desse consultório ainda pedi ao Nelson que passasse pelo HC para que eu pudesse falar com a Dra. Silvana, ver a imagem do RX e ficar sabendo o que estava lá. Nelson negou-se: "Lá você não volta mais!"
Não discuti, cansadíssima, mas cá comigo resolvi que iria, ou sozinha, ou com meu filho Flávio, no dia seguinte. Está para existir alguma coisa que me proíbam, ou que seja muito difícil, que não me instigue e me incite a lutar...
3º dia : Quinta-feira
13/12/2012
E foi o que fizemos, Flávio e eu, No dia 13, quinta-feira, depois
da coleta de sangue no laboratório. Chegamos lá no horário, mas para minha
decepção, a Dra. Silvana já não estava - "Volte na terça ou na quarta da
semana que vem, que são os dias em que ela trabalha aqui." - disse uma
outra médica.
Desolados,
voltamos para casa. Que coisa estranha! O que haveria naquele RX que me estava
sendo negado saber?
3 Comments:
Que suspensório, como dizia o Odorico Paraguaçu. Hoje com certeza vamos telefonar e bater papo. São coisas do fim do mundo, o Curintia até foi campeão.
Continuamos acompanhando.
bjs.
Não aguento de curiosidade e de preocupação. Vou ler as outras postagens para ver o que está acentecendo com nossa queridíssima escritora.
Que novela, mãe! Adoro em vc essa coisa de só falar q vc não pode pra instigar sua guerreira a responder não pode o que?
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